Texto e Fotos por: Jorge Silveira Duarte – Mosqueiro – PA
Descubra Mosqueiro: o paraíso das praias no Pará
Situada a aproximadamente 70 quilômetros de Belém, a Ilha de Mosqueiro é um verdadeiro refúgio para quem busca tranquilidade, natureza e diversão às margens do rio Pará. O percurso de carro pode chegar a duas horas e passa por Ananindeua, a cidade mais populosa depois da capital.

Apesar do tempo longo para essa distância ao chegar em Mosqueiro sente-se uma atmosfera acolhedora e oferece uma variedade de atividades, desde passeios de barco até caminhadas pelas trilhas naturais. Além disso, a ilha conta com uma infraestrutura que atende bem aos turistas, com restaurantes, quiosques e opções de hospedagem que garantem conforto durante a visita. Os quiosques e restaurantes à beira do rio são um destaque à parte.

Conta com uma Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte, que foi inaugurada para impulsionar o turismo e melhorar a infraestrutura da região e também possui um terminal hidroviário, de onde partem embarcações para outras localidades e para a própria ilha.

Para a época da COP30 está previsto embarcações que farão o percurso Belém – Orla de Icoaraci – Mosqueiro em 20 minutos. A experiência poderá desdobrar-se em futuros roteiros fluviais que deverão contribuir para o desenvolvimento do turismo na região.
Comer um peixe fresco e tomar uma cerveja bem gelada com uma paisagem que transmite paz é um verdadeiro convite ao relax.

Para quem gosta de tomar banho de rio as águas são mornas e a grande maioria próprias para banho. A areia é branca e o conjunto do que se vê é um convite permanente ao lazer e bem-estar.
Durante o verão, recebe turistas de todas as regiões do Pará e de outros estados. Mas é possível desfrutar da exuberante natureza o ano todo.

Assim como em muitos lugares do Pará a ilha realiza a festa de São João, tradição celebrada anualmente com muita música, dança e comidas típicas.
Mosqueiro é um lugar para relaxar, apreciar a natureza e aproveitar a cultura local. Não deixe de visitar e se encantar.
Jardim Botânico: O Pulmão Verde de Belém do Pará
Texto e Fotos: Jorge Silveira Duarte – Jardim Botânico – Belém – PA
Elevado à categoria de Jardim Botânico em 2008, o Bosque Rodrigues Alves é uma espécie de sobrevivente da floresta amazônica na urbana Belém. Trata-se de um recurso natural repleto de biodiversidade.

Segundo a wikpédia[i] ”com uma área de preservação que abriga mais de 300 espécies de flora e 58 espécies de fauna, o Bosque é considerado um verdadeiro oásis para a biodiversidade. Entre as árvores majestosas e os sons das aves, os visitantes podem vivenciar a harmonia da floresta sem sair da cidade”.

No entanto, ao explorar o espaço, percebi que a quantidade de espécies de fauna observadas é bem menor do que as citadas. Consegui identificar cerca de 10 espécies, o que pode indicar que o parque não abriga uma grande variedade de animais ou que a visita não foi suficiente para avistar todas elas. Para aqueles que o visitam com a concepção dos zoológicos mais tradicionais pode ser que a experiência não corresponda à expectativa.

Os poucos presentes, em sua grande maioria, assim como em geral nos zoológicos, estão em gaiolas e estas ficam no meio da robusta flora o que impede de ver e apreciar claramente os bichos.

O destaque é para a onça-pintada. Uma jaguatirica batizada de “Lina”, tinha poucos meses de vida quando foi resgatada. Ela vivia em cativeiro como um animal doméstico na casa de uma família no município de Cametá, na região do Baixo Tocantins” (google acesso 10/06/25 às 14h20)

O Bosque conta com caminhos, pontes e lagos artificiais que facilitam ao visitante ter uma experiência de contemplação e lazer. Diversidade da flora é o seu forte e o passeio torna-se muito agradável e relaxante.

Uma extensa área de aproximadamente 15.000 m² — o equivalente a dois campos de futebol — exibe uma flora vigorosa e diversificada, ideal para quem busca um momento de reconexão com a natureza. Embora seja um espaço encantador, na minha opinião, o Bosque Rodrigues Alves é mais indicado para moradores locais ou para aqueles que desejam relaxar e se reconectar com a natureza após um período de convivência intensa na área urbana. Os amantes da biodiversidade sempre terão um lugar especial nesse tipo de ambiente, mas, em termos de diferenciais, o parque não apresenta elementos que se destaquem em relação a outros espaços similares em outras cidades

Para quem estiver em Belém, o Bosque é uma opção agradável e complementar ao roteiro turístico, proporcionando momentos de paz e contato com a natureza.
O Bosque Rodrigues Alves fica na Av. Alm. Barroso, 2305 – Marco, Belém – PA. Abre de terça a domingo das 8h às 16h e o ingresso custa até 2 reais.
[i] Bosque Rodrigues Alves. https://pt.wikipedia.org/wiki/Bosque_Rodrigues_Alves. Acesso em 16/0625 às 13h13
Parque Estadual Utinga: um refúgio de biodiversidade e lazer
Texto e Fotos: Jorge Silveira Duarte – Parque Estadual de Utinga – Belém – PA
Parque Estadual Utinga de Belém do Pará surpreende pela infraestrutura e estética no meio a uma das maiores áreas de conservação da região Norte, que oferece um espaço de preservação ambiental, lazer e educação ambiental para moradores e visitantes.

A oportunidade de minha visita foi numa segunda feira, 9 de junho de 2025 e já vale a dica que nesse dia da semana o fluxo é bem menor que aos sábados e domingos. Isso permite transitar com calma, sentir a paz do local, ouvir o canto das aves e perceber o que cada um somente percebe. Funciona todos os dias (exceto às terças-feiras), de 6h às 17h e a estrada é franca, endereço: Avenida João Paulo II, s/n – bairro Curió-Utinga, Belém-PA.

Logo na entrada se avista uma frondosa árvore de nome Samaúma que impressiona pelo tamanho e delicadeza da sua copa. Vale abrir um parêntese e destacar que segundo post do Amapá Eco Camping[i] “a Samaúma é considerada sagrada por muitas comunidades indígenas e ribeirinhas da Amazônia, sendo vista como símbolo de proteção e conexão com o divino. Além do simbólico, desempenha um papel crucial no ecossistema amazônico, fornecendo abrigo e alimento para diversas espécies animais, além de ajudar na regulação do clima e na manutenção da biodiversidade local¨.

Mais ao longe revela-se uma surpreende boa estética e arquitetura moderna dos prédios que fazem a recepção do local. O tamanho, as formas e as cores conversam com um jardim de pouca flora, mas que interage e convida à entrada no parque abundante em verde de árvores e diversidade de folhagens.
O parque tem uma área de aproximadamente 4.000 hectares, e é um verdadeiro refúgio de biodiversidade, abrigando uma vasta variedade de espécies da flora e fauna amazônica.
Foi criado pelo Decreto Estadual Nº 1.552/1993[ii] como Parque Ambiental de Belém, mas a reabertura ao público aconteceu após obras que finalizaram em 19 de agosto de 2020
O Parque Estadual Utinga desempenha um papel fundamental na conservação dos ecossistemas locais, além de promover atividades de educação ambiental, turismo sustentável e bem-estar da comunidade. Sua localização privilegiada, próxima ao centro urbano de Belém, torna-o acessível e uma opção de lazer para famílias, estudantes, turistas e entusiastas da natureza.

O parque conta com diversas trilhas, áreas de piquenique, lagos e espaços para prática de esportes ao ar livre, além de centros de educação ambiental que promovem ações de conscientização sobre a importância da preservação da floresta amazônica. Entre as espécies que podem ser avistadas estão aves como o tucano, arara e garça, além de mamíferos como o macaco-prego e o peixe-boi, que ocasionalmente aparecem nas áreas aquáticas do parque.
Além de sua importância ecológica, o Utinga é um espaço que promove a integração social e o desenvolvimento sustentável. Programas de educação ambiental, visitas escolares e ações de voluntariado são frequentes, contribuindo para sensibilizar a população sobre a necessidade de proteger a floresta amazônica e seus recursos naturais.

Para facilitar a visita ao parque um estabelecimento no local aluga bicicletas e triciclos para facilitar a locomoção. É recomendável alugar esse tipo de transporte pois o percurso em via de piso intertravado chega a 4km, mas é possível fazer inúmeras trilhas, a pé, que podem chegar a 30 km. Por isso planejamento do que deseja fazer é muito importante.

Visitar o Parque Estadual Utinga é uma oportunidade única de se conectar com a natureza, aprender sobre a biodiversidade amazônica e desfrutar de momentos de lazer em um ambiente preservado e enriquece a vida de quem o conhece.

O local poderá ser um importante palco de visitação para estrangeiros que vem para a COP30 em novembro deste ano. Mas o espaço acessível a todos pode ser aproveitado a qualquer tempo. Particularmente achei fantástico pedalar diante dessa robusta e bela flora.
Meu desejo é que o compromisso com a conservação desse território seja responsável e eterno para que contribua efetivamente com o desenvolvimento sustentável na região Norte do Brasil.
Fontes
[i] Amapá e Eco Camping https://amapaecocamping.com.br/a-importancia-da-arvore-samauma-para-a-cultura-e-ecossistema-amazonico/ Acesso em 09/06/25 22h
[ii] IDEFLOR – BIO https://ideflorbio.pa.gov.br/parque-estadual-do-utinga-camillo-vianna/#:~:text=O%20Parque%2C%20localizado%20na%20Regi%C3%A3o,%25)%20e%20Ananindeua%20(1%25 Acesso 09/06/25 22h50
MANGAL DAS GARÇAS: um refúgio ecológico no coração de Belém do Pará
Texto e Fotos: Jorge Silveira Duarte – Mangal das Garças – Belém – PA
Localizado às margens do rio Guamá, no centro histórico de Belém, o Mangal das Garças é um destino imperdível para os amantes da natureza. Visitei o parque na tarde de 8 de junho de 2025 e pude conferir de perto um espaço que alia beleza paisagística, preservação ambiental e educação, oferecendo aos visitantes uma experiência única de contato com a fauna amazônica.

O parque foi criado a partir da recuperação de uma área de 40 mil metros quadrados, que apresenta uma amostra do ambiente amazônico, com matas de várzea, espécies de árvores nativas e uma diversidade de animais regionais.

Entre os destaques, estão as aves que dão nome ao espaço, além de iguanas, tartarugas e araras, todos vivendo em ambientes cuidadosamente planejados para atender às suas necessidades.

As iguanas são répteis herbívoros de grande tamanho e cor vibrante, que se alimentam principalmente de folhas e frutas, mas também podem comer insetos. A Iguana-verde pode ser encontrada nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

No Mangal das Garças, existe uma grande população de mais de 100 iguanas, algumas nascidas e criadas em cativeiro e recebem cuidados especiais no parque, incluindo alimentação adequada e acompanhamento veterinário

Outro ponto atrativo do Mangal das Garças é o borboletário, onde centenas de borboletas coloridas voam livremente, em um espaço dedicado à preservação e reprodução dessas espécies delicadas.
Mais do que um espaço de lazer, o parque promove atividades educativas, palestras e exposições que buscam sensibilizar os visitantes sobre a importância da biodiversidade e os desafios enfrentados pela fauna amazônica. Assim, o Mangal das Garças se posiciona como um verdadeiro guardião da natureza, incentivando a reflexão e o respeito pelo meio ambiente.

Visitar o parque é uma oportunidade de conhecer animais fascinantes e de se conectar com a natureza de forma contemplativa. Caminhar, observar, respirar e refletir são ações que podem transformar a experiência, tornando-a inesquecível.

Recordo que, em 2005, tive a oportunidade de visitar Belém diversas vezes e, em quase todas, o Mangal das Garças era uma parada obrigatória. Na época, uma ponte de madeira conectava o parque ao rio, ampliando ainda mais a sensação de integração com a natureza. Infelizmente, essa estrutura apresentava avarias e foi retirada, o que reforça a importância do compromisso com a sustentabilidade. Manter, preservar e melhorar esses espaços é fundamental para que continuem a inspirar sonhos e a promover o desenvolvimento de uma sociedade mais consciente e responsável.

Conta com um restaurante “Manjar das Garças” com uma gastronomia diversa, saborosa, mas com um atendimento que poderia melhorar para fazer jus ao custo-benefício onde o preço pode chegar a R$ 200,00 por pessoa entre alimentação e bebidas. Próximo a esse local tem a Sorveteria Amazonia com sorvetes das mais variadas frutas e pode ser um lugar de uma parada refrescante.
A visita ao Mangal das Garças certamente vale a pena. Seus olhos e sua alma sairão transformados. Quando estiver em Belém, não deixe de conhecer esse verdadeiro santuário da biodiversidade.
